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Sob a pele

Scarlett-Johansson-Filming-Under-Skin-PicturesUm alienígena (Scarlett Johansson) chega a Terra e começa a percorrer estradas desertas e paisagens vazias em busca de presas humanas. Sua principal arma é sua sexualidade voraz… Mas ao longo do processo, ela descobre uma inesperada porção de humanidade em si mesma.

Os 10 primeiros minutos mais instigantes do ano já tem um dono. Depois do esquisito filme Reencarnação e do espetacular Sexy Beast, o cineasta britânico Jonathan Glazer volta ao mundo do cinema de maneira triunfal para contar ao público uma história filmada de maneira incomum sobre a visão da vida terrestre pelos olhos de uma alienígena.  É um filme estranho, sem dúvidas, mas longe de ser algo ruim. Esse trabalho, no mínimo interessante, vai gerar muitas discussões ainda dentro das salas de cinema logo que os créditos começarem a subir.

A protagonista, caminhando pelas ruas, observa, sente, entende melhor aquelas pessoas e caça. O filme é um road movie de ficção científica que tenta passar uma mensagem sobre nossa própria natureza. Questões existenciais são abordadas a todo instante. Toda a nudez dos personagens vista em cena, não choca, nem é vulgar. Há um grande contexto para o que vemos em todas as sequências. A leitura corporal, entendida pelo elenco, principalmente Scarlett Johandson, é necessária para o contexto da história. É um filme de grande doação dos artistas envolvidos. Não seria um absurdo dizer que Sob a Pele marca a melhor atuação da linda Scarlett no mundo do cinema.

21026578_20130812201258899.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxO roteiro é muito profundo quando explora a descoberta do corpo humano gerando, na protagonista, um desejo primitivo de se igualar aos humanos e, principalmente, se sentir viva na terra. A direção é extremamente competente. Movimentos de câmera que criam muita tensão a todo instante. Sentimo-nos dentro da tela a cada novo segundo. Muita gente vai assistir porque já é conhecido do público que Scarlett Johandson aparece nua em boa parte do filme. Porém, acreditem que o filme é muito mais que ver uma das mulheres mais desejadas do mundo do cinema despida.

Os mistérios contidos no filme não são superiores a um dos maiores suspenses do mundo cinematográfico: Como explicar a beleza diferenciada de Scarlett Johandson? Nem Stephen Hawking ou mesmo o Sheldon Cooper conseguiriam explicar. O diretor Jonathan Glazer buscou literalmente uma mulher de outro planeta para ser sua protagonista e acertou em cheio! Bravo!

Vejo em Sob a Pele um cinema visual e visceral, que fala e confronta seu público através de imagens que juntas tornam-se uma obra interessante, do ponto vista estético, e analítica, quando se fala em conteúdo. Não é um filme fácil, precisa realmente de maior atenção, principalmente por suas sutilezas e referências, que muito dizem sobre, e, sendo você fisgado por essa atmosfera, certamente o título será marcante cinematograficamente.

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