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Em fase de Crescimento. Você sabe quanto seu filho vai crescer? Então é melhor ficar atento a tudo

A ansiedade é parte do dia a dia de pais e mães. E o crescimento da criança está sempre no cotidiano. Por ser um processo bastante dinâmico, inicia-se ainda no útero e se estende até a vida adulta. Mas não há necessidade de se descabelar: uma criança saudável não cresce todos os anos na mesma intensidade. Segundo a endocrinologista e metabologista de Belo Horizonte Dra. Flávia Pieroni, o processo normal varia, apresentando períodos acelerados intercalados por príodos mais lentos, e é influenciado por diversos fatores que atuam de forma independente e em conjunto para modificar o potencial genético de crescimento de uma criança.

Saudável e feliz

AA013114A herança genética e até mesmo alterações na produção hormonal interferem no quanto o seu filho crescerá. A maioria das crianças saudáveis cresce de forma previsível, seguindo um padrão típico de progressão de peso, comprimento e circunferência cefálica. É a chamada “velocidade de crescimento”, que é o ganho estatural em um período de tempo, um indicador mais sensível do que uma medida isolada da estatura.

O endocrinologista e metabologista de Belo Horizonte Dr. Hamilton Junqueira, explica o que pode    interferir no desenvolvimento infantil: as emoções, como maus-tratos, abusos e abandono, fatores nutricionais ou doenças que impedem e dificultam a absorção dos nutrientes dos alimentos, como por exemplo, verminoses, intolerâncias alimentares, insuficiência renal, problemas de tireoide, deficiências do hormônio de crescimento (GH) e alterações da glândula hipófise.

Para se atingir a altura determinada geneticamente, é preciso viver em ambiente saudável e livre de doenças. Portanto, o acompanhamento médico é essencial para avaliar e identificar precocemente o que está acontecendo e corrigir desajustes a tempo, para que não haja consequências na estatura final.

Etapas da infância

No primeiro ano de vida, o rápido crescimento esperado é influenciado principalmente pelas condições de nutrição. As crianças que se alimentam bem crescem normalmente. Já aquelas com falta de oferta de alimentos ou que sofrem por conta de alguma doença já não crescerão adequadamente.

Na segunda infância, que vai dos três anos de idade até a puberdade, o crescimento depende principalmente do hormônio do crescimento e dos produzidos pela glândula tireoide. A falta ou excesso desses hormônios trará consequências.

“Um fator importante é a atividade física. Correr, brincar e andar são essenciais para a saúde física e mental da criança. Além dos benefícios sobre o peso, a musculatura e a mineração óssea, ela pode corrigir vícios de postura”, ensina a médica.

Entretanto, praticar exercícios por si só não mudará o padrão determinado geneticamente, e se isso for feito de forma ntensa, pode vir até mesmo a prejudicá-lo. Fatores como puberdade atrasada ou acelerada, deficiência ou falta de cortisol, obesidade e algumas síndromes genéticas também podem afetar a estatura infantil.

No controle

Uma das formas de se identificar o problema é observar quando as roupas e sapatos de uma criança estão ficando apertados ou quando ela se torna mais baixinha da turma da escola. Esses são índices importantes que devem estimular os pais a procurar um médico endocrinologista. Para o especialista, o tratamento é feito com a investigação, em primeiro lugar, das causas da doença por meio de vários exames de sangue e radiológicos.

“Caso esses exames apontem uma deficiência no crescimento, o endocrinilogista tratará com a reposição do GH. Tomar hormônio ou qualquer substância, só com orientação médica e acompanhamento do especialista, para avaliar qualquer fator interferente no crescimento, para que sejam identificados precocemente e corrigidos a tempo de não haver consequencias para a estatura final da criança”, ressalta Dr. Hamilton.

Obesidade infantil

No Brasil, 15% das crianças e 8% dos adolescentes, em média, sofrem de problemas de obesidade, e oito em cada 10 adolescentes continuam obesos na fase adulta. “Durante a fase de crescimento, é importante que os pais tenham um pouco mais de atençãoe observem a alimentação do seu filho, além de incentivar a prática de atividades físicas ou brincadeiras de rua com os colegas. O contato com outras crianças ajuda a melhorar o emocional do seu filho”, ensina a endocrinologista Dra. Carolina Mantelli Borges, da Clínica de Especialidades Integrada de São Paulo.

 

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