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Aéreas do exterior poderão fazer voos dentro do país.

Céus abertos. Governo considera cinco empresas aptas a fazer rotas nacionais. A ideia é aumentar concorrência e diminuir preço das passagens

O aumento da concorrência é a saída encontrada pelo governo para tirar o preço alto da passagem aérea. Pelo menos cinco empresas estrangeiras deverão receber autorização para fazer voos nacionais: Aerolíneas Argentina (Argentina), LAN (Chile), Taca (Peru), Tame (Equador) e TAP (Portugal).

Hoje, essas companhias já voam para destinos nacionais, mas são proibidas de vender passagens dentro do país e se utilizam de alianças para ampliar a oferta de voos. Com isso, o passageiro utiliza um bilhete internacional, mas embarca em aviões de companhias nacionais em viagens de rotas domésticas.

Jogadores no aviao na viagem para Quito_070709_AlexandreLopsA proposta, elaborada pela EMBRATUR e Ministério do Turismo, chegou à mesa da Presidente Dilma Rousseff com pedido para que seja implantada até o segundo semestre do próximo ano – antes da Copa. A preocupação é com a cobrança de valores abusivos durante a alta temporada. Apenas um trecho entre Brasília e Salvador, por exemplo, chegou a custar R$ 3 mil – quase dez vezes mais que a média cobrada durante o ano.

Hoje, Gol, TAM e Azul concentram quase 90% do mercado e têm direito a liberdade tarifária. As três fizeram fusões com empresas menores. A TAM adquiriu a Pantanal e também se aliou a chilena LAN. A Gol comprou a Varig e extinguiu a WebJet. Já a Azul assumiu as operações da Trip.

A adesão do Brasil à política de ‘céus abertos’ com países vizinhos, criará um acordo semelhante ao já existente na União Europeia. As companhias poderiam, inclusive, explorar os 270 aeroportos em pequenas cidades.

As aéreas brasileiras temem que a liberação de voos possa agravar os prejuízos registrados nos últimos meses.

Outra reclamação é de que a concorrência seria ‘desleal’, porque as estrangeiras teriam maior capacidade de investimentos.

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